Diferente de qualquer outra secretaria da gestão Zé Cocá, a de cultura e turismo de Jequié sempre está envolvida em celeumas administrativas. Quando não são aquelas em forma de denúncias que vão parar no Ministério Público da Bahia, são outras que rastejam sem solução no prazo devido e acordado com os fornecedores contratados.
Só por exemplo, pode ser citada a Lei Aldir Blanc, com denúncias no MPF e MP-BA, sob alegações de má distribuição dos recursos disponibilizados pelo governo federal. A lei Paulo Gustavo tomou o mesmo caminho das reclamações dos artistas que alegaram erros primários na soma das pontuações correspondentes aos critérios de avaliação e ficaram de fora do projeto, mesmo com mais de 50 anos de atuação na cultura e com portfólio bastante denso e invejável.
Não pode ficar de fora a barrigada na licitação de quase meio milhão de reais, que nada serviu para devolver o Teatro Municipal de Jequié aos artistas e à comunidade cultural. Como se não bastasse, a secretaria de cultura publicou outra licitação de quase 5 milhões e que não foi além da publicação do Diário Oficial do Município, indo parar no Ministério Público da Bahia que abriu Procedimento Administrativo para averiguar o gasto de quase R$ 500 mil que não valeu de nada.
São inúmeras queixas dos artistas locais contra a direção da secretaria de cultura, a última envolve a contratação de artistas locais para a festa de São João 2025, que estão até agora na amargurada espera pelo pífio valor contratado.
Um artista local de renome e reconhecimento cultural revelou que os mais gritantes são 14 processos ques estão em aberto. Ele chegou a dizer que “eles estão nos matando a ninar”, pois não param de pedir documentos e aí nada dizem... parece ser uma perseguição contra os artistas locais, especialmente os mais humildes que ainda não se recuperaram das perdas da pandemia da Covid-19”.
Pelo jeito, as apresentações culturais do Natal não haverá a participação dos artistas locais, por motivo de inadimplência ou vergonha na cara. Será?
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