Quando surgiu a ideia de terceirizar o São João de Jequié, quem entende do assunto e acompanha os gastos municipais já ficou de orelhas em pé.
Contestada pelo vereador Ramon Fernandes (PT), a venda do São João de Jequié foi um processo que não foi discutido com a comunidade e pouco detalhado na Câmara de vereadores, salvo uma reunião simples com o Conselho de Cultura.
Entre todos os problemas ocorridos na festa, o ponto alto das reclamações foi o camarote da festa, que não ficou muito claro para a população de quem foi a responsabilidade, se foi licitado, qual empresa que operou as vendas.
Segundo a opinião de uma cliente, “este episódio não apenas decepcionou a nós, clientes que investimos valores altos em busca de conforto, mas também configura propaganda enganosa, uma prática que fere o Código de Defesa do Consumidor. Quando uma empresa vende uma proposta que não cumpre, ela não apenas perde credibilidade, mas demonstra falta de respeito pelo consumidor”, destacou em redes sociais o perfil, @kalillalagonutr.
Kalila RESSALTOU ainda que o @camarote.un1co entregou um espetáculo de desorganização, infelizmente. Que sirva de lição, quando a prioridade é apenas o lucro imediato, a reputação e a fidelidade do cliente são os primeiros prejuízos contabilizados. Ano que vem será difícil confiar novamente na experiência única não vivida.
QUEM PODE COMPRAR
Com ingressos anunciados ao preço de até R$ 500 o dia, quem esteve por lá teve motivos de sobra para reclamar da estrutura, como:
· No camarote havia outro camarote só para convidados que ocupou toda a frente da parte superior, impedindo outros compradores de assistir aos shows.
· Superlotado e com sanitários mal localizados, com filas imensas, longas esperas e ainda por cima, sem papel nos sanitários femininos.
· Open bar com cerveja quente, água mineral e licor somente para degustação. Foi necessário sair do camarote para comprar bebidas.
· Nenhum lounge para quem precisava descansar. Não havia lugar para quem precisar sentar.
· O camarote que prometia exclusividade, tranquilidade e qualidade demonstrou que suas prioridades estavam longe de atender às expectativas dos clientes que acreditaram em sua proposta.
Além de tudo isso, o camarote do São João de Jequié ocupou uma parte importante da Praça da Bandeira, diminuindo o espaço para as pessoas, tonando insuportável para os foliões. Um absurdo que ninguém comenta.