As águas do Rio de Contas subiram significativamente seus níveis em dezembro do ano passado, alagando boa parte do centro comercial de Jequié, principalmente o Ceavig-Centro de Abastecimento Vicente Grillo.
Vários comerciantes de equipamentos eletrônicos do Centro Popular Arlécio Oliveira foram prejudicados e perderam quase todo seu estoque de produtos que estavam armazenados em seus boxes comerciais.
Feirante de verduras, frutas, legumes, derivados do leite, açougues de carnes suínas e bovinas, cereais, roupas, casa de peças automotivas, oficinas, materiais de construção, padarias e outros ramos comerciais também foram drasticamente afetados.
Os prejuízos foram incalculáveis e até hoje existem lojas que não foram reabertas e encerraram suas atividades.
A prefeitura de Jequié, através da Secretária de Desenvolvimento Econômico, coordenada pelo secretário Celso Galvão e equipe, deu início ao cadastramento dos comerciantes afetados, e o prefeito Zé Cocá(PP), tratou de enviar, em caráter de urgência, o Projeto Renda Forte, que foi aprovado em sessão extraordinária pela Câmara de Vereadores de Jequié.
Entretanto, as reclamações dos cadastrados no Projeto são muitas e persistem até hoje, quatro mês depois de aprovado pelos vereadores, a verba de ajuda. A previsão seria o pagamento de duas parcelas no valor de R$ 1.000,00 para cada comerciante e feirante, prejudicados pela enchente de dezembro de 2022.
Hoje, quatro meses depois, vários afirmam não ter recebido o auxílio enchente e até denunciam que teve pessoas, que não são comerciantes nem feirantes e já receberam o auxílio, o que demonstra possíveis falhas no Projeto. Diante dos prejuízos acumulados, não dá para esperar tanto tempo assim.
A CDL e a ACIJ não se pronunciaram ainda sobre os atrasos nesses repasses.
A Câmara de Vereadores de Jequié, que tem por finalidade fiscalizar os atos do executivo ainda não se pronunciou sobre as reclamações dos cadastrados no Projeto.