Reservando seu direito ao anonimato e por seu receio das possíveis retaliações, vamos tratá-lo pelo codinome de Antônio, que, assim como os comerciantes do CEAVIG, passou pelas enchentes de 2022 e 2023, amargando um prejuízo de mais de R$ 170 mil, perdendo todo estoque, 3 balanças eletrônicas, 2 freezers, máquinas diversas, geladeira, utensílio e danos na estrutura física, tendo que passar por reforma.
Sr. Antônio foi um dos que entrou na fila, e que também não recebeu o auxílio enchente aprovado pela Câmara de Vereadores, por meio do projeto Jequié Forte, que prometeu uma ajuda de custo de R$ 2 mil. Pura ilusão.
Com reserva financeira esgotada, Sr. Antonio teve que recorrer a uma pequena linha de crédito bancário de R$ 5 mil, necessário para ajudá-lo no seu retorno à atividade comercial. Ao ser atendido pela agência, foi informado de que havia uma notificação judicial em seu nome que impedia o acesso ao crédito. De pronto, Sr. Antonio procurou a justiça no Fórum Bertino Passos, para saber da pendência, sendo surpreendido por uma execução fiscal imposta pela prefeitura de Jequié, no valor de R$ 36 mil, referente a débitos nunca apresentados ou cobrados pela prefeitura.
Pressionado pelo caráter de quem sempre honrou o nome, Sr. Antonio teve que parcelar todo o débito acrescido de custas judiciais no valor de R$ 1.362,14 e mais R$ 398,60 de custas de cartório. Foram 12 parcelas acima de R$ 2.400,00, sendo que R$ 8 mil teve que ser pago de imediato, como entrada para fechar o acordo com a prefeitura.
Todo montante, segundo o Sr. Antônio, foi referente a 5 anos de cobrança que ele nem sabia existir, pois no período da pandemia, a gestão anterior dispensou qualquer cobrança dos comerciantes do CEAVIG, como forma de amenizar os prejuízos provocados pela crise sanitária.
Para cada comerciante, há por trás história parecidas. Lamentável
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