Quem não se lembra das inúmeras matérias, vídeos, depoimentos, reclames e até prisão que houve quando o cidadão Pascoal Carmides, em forma de protesto, se propôs a limpar a fonte luminosa de Jequié, por estar suja e abandonada? A guarda municipal se encarregou de conduzir o cidadão às autoridades policiais.
Esses recortes de um passado recente ainda vivem na memória urbana, quando a fonte luminosa emanava seu esplendor em jatos exuberantes, cortados pelo vento que distribuía seu fresco aos que por ai passeavam enquanto a admirava.
Pois é! Essa mesma fonte, tão aclamada para que seu funcionamento fosse sempre impecável, hoje está nesse estado. Absolutamente abandonada, imunda, quebrada, esburacada e sem funcionar, favorecida por um silêncio ensurdecedor. Aquela fonte que servia de discurso na Tribuna da Câmara, como saco de pancada, de palanque políticos, de objeto de revolta e manifesto. Hoje o silêncio reina na casa de leis.
Onde ostentada o frescor das suas águas coloridas e atrativas, agora só resta um buraco frio e úmido que serve como criatório de Dengue. Será que a vigilância epidemiológica do município vai interditar a fonte?

O que aconteceu?
Por que a fonte deixou de ser objeto de reclamações? As pautas jornalísticas se esvaziaram? A fonte já não serve mais como monumento de orgulho e ponto preferido das selfs para redes sociais? A fonte jaz, e com ela os gritos estridentes dos defensores de uma cidade em permanente evolução.
A fonte luminosa da Praça Rui Barbosa, em Jequié, terá o mesmo fim dos Canhões de Navarone? Ou por estar inservível, quem sabe pode ser leiloada também?