Quando a política impulsiona a gestão escolar o resultado é este. Um município na contramão do desenvolvimento educacional, com avaliações pífias como a última apresentada recentemente pelo Ministério da Educação, por meio do IDEB de 2023.
A educação não deveria nunca ser moeda de barganha política, onde políticos indecentes nomeiam seus vassalos, incapacitados, sem compromisso com a educação municipal, em detrimento da manutenção do curral eleitoral.
Antes de tratar dos dados auferidos, é necessário ressaltar que o desempenho de Jequié na avaliação do IDEB está relacionado a dois eixos de avaliação, que mede a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep.
Esse aprendizado e aprovação é decorrente de vários fatores que influenciam o rendimento da educação, desde as condições adequadas para o ensino, passando pela importância da participação das famílias no ambiente escolar, além dos elementos atrativos e que fixam o aluno no ambiente escolar, ainda do respeito, valorização e diálogo constante com os profissionais da educação, na construção das políticas pedagógicas democráticas, participativas e assertivas.
Não basta só cuidar de prédio, gastar milhões dos recursos da educação para sobressair regionalmente e politicamente como um gestão que faz as melhores escolas, mas esquece do maior patrimônio da educação: alunos e professores.
É preciso investir também em gestores escolares que dominam o conhecimento sobre a educação de qualidade, inclusiva, participativa e democrática. Gestores que vão além da decadente indicação política que só traz prejuízos para a educação municipal.
IDEB 2023 : NOTAS QUE DENOTAM A GESTÃO ESCOLAR
Series iniciais e finais ficaram bem abaixo das metas estabelecidas
Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), nesta quarta-feira (14), revelaram o pífio desempenho da educação municipal em Jequié, apresentados no relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede o desempenho dos estudantes em exames de larga escala, não atingiu a meta.
ABAIXO DA META
Nessa avaliação da Educação de Jequié, as metas estabelecidas não foram atingidas, em nenhuma dos anos avaliados. Nos Anos Iniciais a meta foi de 4,9, mas só foi possível chegar a 4,6.
Já no Anos Finais, a Meta era de 4,3, porém o município atingiu apenas a nota 3,8.
NOTA SAEB
Quando o IBED mede a proficiência, que é o aprendizado que o aluno consegue absolver em português e Matemática, a situação é ainda mais constrangedora, com quedas acentuadas.
PORTUGUÊS
Nos Anos Iniciais, em 2021 (resultado da gestão passada) a nota era 191,63. Em 2023 (gestão atual) a nota caiu para 187,81. Nos Anos Finais, em 2021 era de 233,62. Em 2023 caiu para 228,29
MATEMÁTICA
Nos Anos Iniciais, em 2021 (resultado da gestão passada) a nota era 186,86. Em 2023 (a nota caiu para 181,68. Nos Anos Finais, em 2021 era de 241,04. Em 2023 caiu para 235,61
CIDADES MENORES COLOCAM JEQUIÉ NA RABEIRA
Cidades menores, com menos recursos advindos do Fundeb, conseguiram sobressair na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
É o caso de Manoel Vitorino, cuja meta era de 5,5 e conseguiu atingir a marca de 5,3.
Já o município de Itagibá, a meta determinada pelo MEC foi de 4,7. O município conseguiu atingir a marca de 5,1.
Vizinho a Jequié, o pequeno município de Lafaiete Coutinho, de pouco mais de 4 mil habitantes e com pouco dinheiro para a Educação, superou seus desafios na educação e obteve a nota 5,5 para uma Meta de 5,3.