Quando a classe econômica produtiva do município dá sinais de estrangulamento em razão da alta carga tributária, as consequências são imediatas com a alta do desemprego, diminuição da renda média, aumento da pobreza, desindustrialização e perda de competitividade regional.
Para uma cidade sem matriz econômica definida, que sobrevive da diversificação econômica, com destaque para o rebanho bovino, produção de cacau e pequena parcela da indústria de transformação, encontrar uma saída quando a carga tributária gera a estagnação da economia não é uma solução facilmente encontrada. É urgente a implantação de mudanças estruturais profundas e focadas na sensatez nos tributos e incentivo do poder público para aumentar a produtividade para garantir crescimento sustentável.
MAIOR COBRADOR DE TRIBUTOS
Os dados enviados pela prefeitura de Jequié aos órgãos de controle e fiscalização indicam que os impostos municipais de Jequié praticamente dobraram em cinco anos, saltando de R$ 80 milhões em 2020 para R$ 149 milhões em 2025.
A arrecadação do IPTU, ISS, ITIV, IRRF e Taxas Municipais superou todos os recordes já alcançados pela máquina pública municipal, consolidando o conceito único de que nunca se arrecadou tanto em toda a história de Jequié.
Um aumento dessa magnitude deveria ser acompanhado por melhorias igualmente perceptíveis na infraestrutura urbana, nos serviços públicos e na qualidade de vida da população. Quando a arrecadação cresce mais rápido que a sensação de progresso da cidade, o debate sobre eficiência e prioridade na aplicação dos recursos se torna inevitável. Muito além de pracinhas, eucaliptos e asfalto de qualidade questionável.