Que o Colégio João Calmon passa por reforma em sua estrutura física isso todos sabem.Segundo a prefeitura de Jequié, a obra está orçada em R$ 952.146,88, já passou por Aditivo de Contrato no valor de R$ 48.960,14, chegando ao valor parcial de R$ 1.001.107,02, e está com 18,73% da obra concluída, iniciada em julho de 2023 e com revisão de entrega em julho deste ano, sendo a empresa GS DOS SANTOS EIRELI como responsável pela reforma.
O que poucos devem saber, salvo alunos e professores, são as condições das instalações de 2 residências alugadas pela Secretaria de Educação de Jequié, para funcionar de forma provisória o Colégio Senador João Calmon, no bairro do mandacaru. É algo inacreditável.
Essa unidade escolar possui mais de 500 alunos atendidos do 5⁰ ao 9⁰ ano, nos turnos matutino e vespertino, que convivem num ambiente completamente insalubre, com péssimas condições de higiene, em salas minúsculas que comportam até 40 alunos, sem climatização.

Sanitários insalubres, com infiltrações, forro desmoronando e sem acessibilidade.
A cozinha que prepara a alimentação escolar dos alunos está completamente fora dos requisitos mínimos de higiene e sem inspeção da vigilância sanitária,

O bebedouro é inadequado, com torneiras improvisadas e apenas três para atender a grande demanda de mais de 500 alunos.

A sala dos profissionais da educação, utilizada para reunião e planejamento das ações pedagógicas, não possuem condições adequadas para o exercício da função. E não há sala para atendimento especial.


Para complicar a situação, as aulas no Colégio Senador João Calmon são programadas de forma alternada, com turmas dia sim e dia não, alternativa encontrada pela Coordenação Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, complicando o atendimento à obediência à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que determina que os sistemas de Educação Básica tenham, no mínimo, 200 dias letivos para que seja garantido um efetivo calendário de atividades docentes, que neste caso, em razão da alternância das aulas, o ano letivo poderá se estender até fevereiro de 2025.
Segundo pais e alunos da unidade escolar esse rodízio está sendo muito prejudicial ao aprendizado dos estudantes, o que tem gerado muitas queixas e preocupações por parte da comunidade.

Esse cenário vivido por alunos e professores do Colégio Municipal Senador João Calmon, poderia ser uma pauta interessante para um debate franco e participativo ou até uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Jequié, com a participação da comunidade escolar, da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde, do Conselho Municipal de Educação, da APLB, do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, do Conselho do FUNDEB e, indispensavelmente, do Ministério Público Bahia.
Comentários: