A festa realizada pela prefeitura de Jequié para a reinauguração da Unidade de Saúde Júlia Magalhães, com muitos fogos de artifícios, homenagens e discursos emocionados e ensaiados, não condiz com o rastro da história deixada para trás.
O correto era reinaugurar a unidade de saúde pedindo desculpas públicas e oficiais aos mais de 50 mil usuários do Sistema SUS, que buscaram por todo esse longo período de atraso na reforma, atendimentos de Pré-natal/Parto e Nascimento, Radiografia, Radiografia com Contraste, Angiografia, Mamografia, Tomografia Computadorizada, Densitometria Óssea, Ressonância Magnética, Ultrassonografia, Medicina Nuclear, Pré-natal/Parto e Nascimento, Agentes Comunitários de Saúde, Tratamento da Tuberculose, conforme informações da CEBES, e não foram atendidos em sua plenitude. Foi uma espera sem fim, marcada pelo desespero daqueles que não têm a quem pedir socorro. Não teve outra saída senão esperar.
Na Unidade Básica de Saúde Júlia Magalhães, as obras se iniciaram em 2 de agosto de 2022, com previsão de entrega para 4 meses, precisamente em dezembro de 2022, o que não foi cumprido.
Em razão dessa reforma, a prefeitura alugou uma residência para o funcionamento provisório da USB Júlia Magalhães, sem qualquer condição de atendimento, pagando R$ 4.400,00/mês, segundo o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Celso Argolo.
Olhando para trás, de fato, não era para ter nenhuma expressão de festa e de comemoração na reabertura da Unidade Básica de Saúde, Júlia Magalhães. Um expressivo pedido de desculpas, de cada um que fez uso da palavra, talvez ainda seria pouco diante do sofrimento e humilhação que aquela gente foi submetida.