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segunda-feira, 02 de março de 2026

Notícias/Desenvolvimento Econômico

DOS ATACADÕES À CLANDESTINIDADE, IMPROVISO E FALTA DE POLÍTICA ECONÔMICA

Quais as ameaças para o comércio local quando o poder de compra sufoca a concorrência

DOS ATACADÕES À CLANDESTINIDADE, IMPROVISO E FALTA DE POLÍTICA ECONÔMICA
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A era dos “Atacadões”, traz consigo a preocupação de proprietários de pequenos comércios, especialmente Mercados e Supermercados que funcionam em bairros distantes do centro. Os Hortifrutis de bairros também fazem parte desse grupo que considera a política de preço dos Atacadões, a maior ameaça para sua prosperidade, já que o volume de compras das grandes redes proporciona preços imbatíveis para a concorrência.

PARABÉNS PARA QUEM MESMO?

Enquanto a prefeitura de Jequié comemora a chegada de cada Atacadão que aporta na cidade sol, não há estudos por parte da secretaria de desenvolvimento econômico referente ao impacto nos postos de trabalho que poderão deixar de existir, com o fechamento de mercados e supermercados, diante da presença dos Atacadões nos bairros da cidade.

Ningúem é contra a chegada dos Atacadões, claro. Certamente a vinda de uma grande empresa gera empregos, promove divisas, fortalece o cenário comercial do município. O que preocupa são os diversos comércios ao seu entorno, que poderão fechar as portas, sendo difícil concorrer com os preços das grandes redes, a exemplo de um mercado de referência no bairro Algarobas que fechou suas portas após a chegada do Assaí Atacadista, e hoje seu proprietário optou por embarcar no serviço público temporário.

CEAVIG

 

Enquanto os pavilhões de comercialização de frutas e legumes do Centro de Abastecimento de Jequié estão em obras a anos, feirante e consumidores dividem o apertado espaço debaixo de uma tenda improvisada, sem conforto para circular durante suas compras. Diante desse cenário, muitos consumidores estão passando a comprar frutas, legumes e temperos nos Atacadões, que além de não cobrarem pelo estacionamento, apresentam mercadorias selecionadas a preço muito competitivo, em ambiente confortável, climatizado, seguro e cômodo, inclusive sem carregar o peso das compras, já que existe o carrinho de compras, contrário a feira livre.

Diante dessa situação, feirantes reclamam da retração nas vendas e dos altos preços das mercadorias, muitas produzidas na região de Jequié, que são levadas para a Ceasa de Jaguaquara e compradas pelos feirante de Jequié, em razão da ausência de uma Ceasa em Jequié.

CONCORRÊNCIA DESLEAL

 

Enquanto o lojista local está submetido a todos os custos operacionais, em Jequié, as Praças Públicas construídas com os impostos pagos também pelos lojistas, servem de ponto de comércio clandestino para vendedores de móveis que fabricam suas peças em outras cidades e comercializam livremente sem a geração de impostos, empregos e ganhos para o município. Mas o que será que impede a fiscalização apropriada da Prefeitura de Jequié?  Aquela mesma duramente realizada nos comércios locais?

 

IMPOSTOS ELEVADOS

Outro obstáculo para a manutenção de um comércio de pequeno e médio porte em Jequié está relacionado aos valores dos impostos municipais, depois da aprovação do Projeto de Lei do prefeito de Jequié, Zé Cocá, aprovado pela Câmara de Vereadores.

Imposto Sobre Serviços – ISS, Alvará de Funcionamento e IPTU impactam fortemente nos balancetes mensais de qualquer empresa, sem contar a carga tributária estadual e federal, aluguel altíssimo, folha de funcionários, despesas operacionais, contabilidade, energia, água etc.

 

E-COMMERCE

Outro fator que vem prejudicando todos os setores comerciais são as vendas por internet praticadas por grandes empresas que oferecem além do preço baixo, frete grátis.

Conversando com um produtor rural de Jitaúna, ele informou que passou a comprar seus produtos e equipamentos agrícolas pela internet em empresas de confiança. Como exemplo ele apresentou nota fiscal de compra de um carretel de nylon para roçadeira a gasolina, com 225 metros, comprado por R$ 182,00. No comércio de Jequié, o metro desse nylon custa R$ 2,20, do mesmo fabricante. Assim, aqui em Jequié custaria R$ 450,00.

É desenvolvimento econômico e qualidade de vida, através do fortalecimento local, que se fala?

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e Membro Titular...

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