Está na pauta de votações da Câmara de Vereadores, outro Projeto de Lei enviado pelo prefeito de Jequié, Zé Cocá, que tem por objetivo a criação de 15 (quinze) novos cargos comissionados para a educação municipal.
O projeto de Lei 007/2023 solicita que a Câmara aprove a regulamentação para a prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social no âmbito do Sistema Municipal de Ensino de Jequié. Até aí é louvável e necessária a implantação de Psicólogos nas escolas municipais, profissionais que estudam, analisam e tratam as questões internas, que refletem no comportamento do indivíduo, com a aplicação de métodos científicos. O psicólogo ajuda a superar situações difíceis como a identificação de traumas, frustrações, medos, receios e sentimentos que podem prejudicar a pessoa.
Com relação a Assistência Social, também é notável a iniciativa de garantir aos alunos da rede, a proteção social, ou seja, apoio a indivíduos, famílias e à comunidade no enfrentamento de suas dificuldades, por meio de serviços, benefícios, programas e projetos.
O que afronta os anseios principalmente da classe efetiva dos profissionais da educação é que esses cargos com título de diretoria, (CC2), com salários que podem chegar até R$ 3.200,00, serão de livre nomeação e exoneração do Prefeito Municipal, Zé Cocá. Meses atrás já foram criados 388 cargos também de livre nomeação e exoneração do Prefeito.
Além de ter uma enorme fila de candidatos aprovados em concurso público aguardando a convocação por parte da prefeitura, há também os reclames com relação a esses cargos que não contribuem para o instituto de previdência municipal, o IPREJ.
Para completar o rol das inquietações da classe, as despesas mensais com essas contratações serão pagas com recursos do Fundeb, o fundo para a educação municipal.
Enquanto isso, o prefeito Zé Cocá sempre informa em reuniões realizados com a direção do sindicato, a exemplo da APLB, e comenta também em entrevistas nos meios de comunicação de Jequié, que não tem condições de pagar o Piso atualizado dos professores municipais. Para a APLB, o Piso não dá para ser cumprido, mesmo sendo Lei, mas, para criar cargos e pagar o Fundeb, não há tempo ruim, frizou Caroline Moraes, diretora da APLB - Jequié