O educador brasileiro Paulo Freire entendia que a educação deveria promover a liberdade e resultar na transformação do mundo e na humanização do indivíduo, dotando-o de capacidade crítica. Para ele, uma educação libertadora permitirá que o ser humano desenvolva sua autonomia de pensar.
Não é à toa que a Organização das Nações Unidas, a ONU, reconhece na importância da educação de qualidade para o desenvolvimento de crianças e adolescentes e para o combate às desigualdades sociais e de gênero. Claro que esse combate só é possível com uma educação que promova inclusão e igualdade.
A educação garante melhores oportunidades, o desenvolvimento da capacidade crítica, e é entendida como uma forma de transformar a sociedade.
Para a APLB- Sindicato dos trabalhadores em Educação Pública de Jequié, Delegacia do Sol/Apromuje, a qualidade na educação passa também pelo cumprimento das garantias legais conquistadas pelos docentes e que em boa parte não são cumpridas pelos gestores.
A prova disso é que os professores municipais se encontram mobilizados na busca pelo diálogo com o prefeito municipal e nesse sentido tentar avançar na pauta econômica desses profissionais da educação, incluindo a aplicação do Piso Salarial de 2023 e o cumprimento do Plano de Carreira da categoria.
“Estamos na luta por piso e carreira, por formação inicial e continuada adequada, e por gestão democrática em nossas escolas. Também conclamamos o povo de Jequié para exigir das autoridades municipais o direito a educação pública com qualidade e com mais segurança”, salientou a diretora da APLB, professora Caroline Moraes.
Outra defesa árdua da APLB tem sido a luta para que o município resolva a problemática da fila de espera para aposentadoria dos professores municipais. Desde 2019 que o IPREJ não implanta novas aposentadorias da educação, dos profissionais que já cumpriram seu tempo de contribuição com a previdência e idade. Outro agravante é a não concessão do Abono de Permanência pela Prefeitura Municipal. Ao postular a aposentadoria, o servidor enquanto aguarda a concessão, é obrigado a permanecer no cargo, trabalhando normalmente, e o abono permanência não é aplicado de forma automática, servidor tem que requerer se quiser receber o valor enquanto a sua aposentadoria não é publicada.