O sonho de qualquer cidadão, de qualquer lugar, é ver a sua cidade se desenvolvendo. É com orgulho e alegria que o morador faz questão de contar para todos os avanços do seu município, a melhoria da qualidade de vida da sua gente.
São histórias que enchem o peito de emoção quando o tema é falar bem da sua cidade. Pode ser por uma professora em sala de aula, por um amigo numa mesa de bar, por um comerciante por trás do balcão da sua loja, pela dona de casa, pelo feirante e até mesmo pelo gari.
Entretanto, histórias bonitas assim não podem ser contadas pelos moradores da cidade de Iramaia, pequeno município gravado na Chapada Diamantina, com pouco mais de 11 mil habitantes e que amargou o penúltimo lugar na Bahia entre as piores cidades baianas no índice Nacional de Desenvolvimento Humano, publicado pelo FIRJAN, organismo composto pelo SESI, SENAI, IEL e CIRJ.
Mesmo com enorme potencial turístico, Iramaia não consegue impulsionar a economia através do ecoturismo
Foto: Destaque da Bahia
Entre as 417 cidades baianas analisadas, Iramaia ficou na 416ª colocação, ganhando apenas para o município de Pilão Arcado. Nos dados apresentados, Iramaia revela a decadência e o descaso das administrações públicas que passaram pela prefeitura e não conseguiram deixar a sua marca no crescimento da cidade.
São números pífios da Educação, Saúde e Geração de Emprego que puxaram para baixo o conceito de Iramaia diante de todos os municípios da Bahia, menos Pilão Arcado.
RECEITA DE IRAMAIA
Segundo o Demonstrativo da Distribuição da Arrecadaçãodo Banco do Brasil, que aponta o volume de recursos enviados para os municípios baianos, a cidade de Iramaia, no mês de abril de 2025, recebeu R$ 1.898.472,13 de FPM – Fundo de Participação do Município, sendo que somado a todos os outros repasses, Iramaia recebeu R$ 4.094.277,94 no total. Para uma cidade com pouco mais de 11 mil habitantes, essa receita não pode ser desconsiderada.
HERANÇA SEM VALOR
Segundo contam os moradores mais antigos de Iramaia, a política local vem sendo construída da mesma forma que era em décadas passadas, com o poder aquisitivo dominando e conduzindo as escolhas de sucessores. Essa prática primitiva de domínio pelo poder do dinheiro, pela imposição do medo, da coação, da ameaça em retaliar o eleitor por não votar em seus indicados, tem como consequência essa situação apontada pelo FIRJAN, que envergonha qualquer cidadão iramaense, que vê sua cidade sendo alvo de piadas.
VIDA DE GADO, POVO MARCADO.
Esse cenário reflete também, talvez, a cumplicidade de boa parte de moradores que, em períodos eleitorais, escolhem seus preferidos que, ao serem eleitos e passarem a comandar os destinos da cidade, abandonam as promessas de campanha, que falavam de avanços na educação, que cuidariam da saúde, que iriam gerar empregos para os moradores.
São vendedores de sonhos que obtêm êxito diante dos iludidos, dos que se contentam com migalhas, que vendem sua dignidade por micharia, por favores e benefícios pessoais.
Que esses números vergonhosos divulgados sobre o desastroso desempenho de Iramaia no setor da Educação, Saúde e Geração de Emprego, sirvam de alerta para o despertar da consciência coletiva que deve ser preservada, respeitada e exercida em nome do bem-estar da população e da sua melhoria da qualidade de vida.
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