Jequié, cidade que respira ares de transformação, onde as árvores dão lugar pergolados e quiosques, mas a longa fila na Caixa Econômica persiste, como um eco da desigualdade que permeia nossas ruas. Enquanto isso, o bom senso no trânsito se perde em meio ao caos, mas os impostos não dão trégua.
Nesse cenário, onde vereadores se pactuam como uma quadrilha organizada, deixando o povo à margem, esquecendo que são os cofres do município que os sustentam. Quanto vale um vereador nos dias atuais? E quais retornos eles nos oferecem além do silêncio cúmplice?
É a falta de paternidade e acolhimento ao povo que clama por justiça. Quando denúncias são feitas, muitas vezes ecoam em ouvidos surdos, pois os vereadores devem favores, tornando-nos impotentes silenciosamente.
Quando os artistas gritam, é porque algo está errado. Assim como os tropicalistas outrora fizeram, enfrentando governantes autoritários com suas vozes e suas canções. A arte é resistência, é denúncia, é a voz daqueles que muitas vezes são silenciados.
E o que dizer daqueles que eleitos se acomodam em sua inércia, articulando formas de perpetuar-se no poder? Transformam cargos públicos em empregos vitalícios, esquecendo-se do propósito pelo qual foram eleitos: servir ao povo.
Que Jequié possa refletir sobre quem são nossos representantes e como eles estão atuando. Que a voz dos artistas ecoe pelas ruas e praças, inspirando-nos a questionar e exigir mais. Que a transformação comece conosco.
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