O Brasil inteiro acompanhou o fato polêmico que ocorreu no litoral pernambucano, em Porto de Galinhas, envolvendo barraqueiros e um casal de turistas de Mato Grosso, que culminou em agressões físicas e verbais, e foi parar além da polícia, sendo destaque nos principais portais de notícias do Brasil. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), determinou a abertura de procedimentos para apurar o fato e punir os culpados.
Aliada ao fato da agressão, a viralização dos cardápios das barracas de praia que ocupam o litoral de Porto de Galinhas, com pratos comuns chegando a custar R$ 350 a R$ 570, o efeito colateral foi imediato com o esvaziamento da orla pernambucana, levando os barraqueiros a lamentarem a falta de clientes especialmente em dias de pico da alta temporada.
Mas o que este fato que aconteceu em Porto de Galinhas tem a ver com Jequié?
Assim como as agressões e os altos preços cobrados à beira-mar em Porto de Galinhas, os impostos municipais em Jequié vêm sendo bastante criticados pela população, especialmente os comerciais e profissionais liberais.
Há, sem dúvidas, uma relação que pode estar ligada à cobrança de impostos municipais depois da aprovação do Código Tributário pelos vereadores desde o início da gestão Zé Cocá (PP). Essa alta de impostos tem levado muitas empresas a se transferirem para municípios vizinhos, em busca de alvarás e ISS mais baratos.
O peso da carga tributária pode ter relação também com a geração de empregos, que no mês de outubro de 2025, foram criados apenas 9 novos postos de trabalho e em novembro apenas 55, muito pouco para uma cidade de 25.198 pessoas empregadas com carteira de trabalho.
Outro fato que precisa ser considerado pelo poder público é o fechamento de empresas no comércio varejista de Jequié. Especialistas indicam que a queda nas vendas aliadas aos altos preços dos aluguéis tem sido o fator primordial para o recuo da economia local.
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