Jequié poderia se tornar o maior polo produtor de hortifrutigranjeiro do sudeste da Bahia. Com terras férteis, água em abundância, grande oferta de mão de obra e importante entreposto comercial, servido pela BRs 330 e 116, o município poderia ser a base de fornecimento para a Bahia e outros estados.
O lago da Barragem das Pedra é o maior e melhor manancial de recursos naturais, com qualidade hídrica e grande escala de armazenagem, propício para gerar riquezas produtivas, se seu potencial fosse visto por autoridades que têm nas mãos, com os recursos da população, o poder de mudar a realidade econômica do município. Mas essas mudanças importantes para a economia, não geram dividendos políticos em tempo de eleição.
Bastava um projeto robusto e comprometido para alavancar a produtividade agrícola de forma cooperada, reunindo a força dos produtores, a presença do município com aporte de recursos e assistência técnica, e a defesa do mútuo interesse. Os 82 quilômetros de terras produtivas do lago da Barragem das Pedras transformariam as características econômicas de Jequié.
Mesmo sem a presença ou o apoio do município, os pequenos agricultores do alto do Rio das Contas, região conhecida como Barraquinha, produtora de melancia, tomate, pimentão e outras verduras, atravessam dificuldades imagináveis. Ainda produzido de forma tradicional, sem muita introdução de tecnologia, ainda enfrentam a ausência da gestão municipal na manutenção de entradas vicinais, com condições mínimas de tráfego.
E aqueles que não encontram outra saída e tentam a todo custo, buscar uma solução para não perder o produto e o frete, acabam por acumular mais prejuízo ainda. Nesse caso, a transmissão do veículo se partiu gerando um prejuízo que desestimula, e traz para o produtor e transportador, a vontade plena de abandonar tudo e partir para a cidade, aumentando ainda mais os contrastes sociais advindos da escalada do êxodo rural.
A Prefeitura de Jequié mantém duas pesadas estruturas, do ponto de vista do custo financeiro para os cofres públicos, que poderiam ser mais atuantes. Desenvolvimento Econômico poderia apresentar projetos de parcerias com secretarias estaduais para implantar e solidificar o polo produtivo nas terras banhadas pelo lago da Barragem das Pedra.
A secretaria de agricultura e meio ambiente poderia ser a protagonista na organização comunitária, no treinamento, assistência técnica e aplicadora dos recursos necessários para implementar a tecnologia no campo e a escoação da produção agrícola. Mas parece não haver interesses em desafios que possam mudar a realidade de uma gente sofrida, humilhada e maltratada.
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