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O Conselho de Administração da CBF decidiu nesta quarta-feira escolher Ednaldo Rodrigues para substituir Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, no comando da entidade. Ednaldo foi Presidente da Federação Baiana de Futebol por duas décadas e, atualmente, é um dos vice-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol-CBF. Ele não tem relação próxima com Rogério Caboclo ou Marco Polo Del Nero- Este último, banido do futebol pela FIFA.

Enquanto Caboclo enfrenta processo administrativo interno da CBF por denúncias de assédio sexual, o comando da entidade estava com Antônio Carlos Nunes.

Em contato com o Globo Esporte, Ednaldo disse que aceitou assumir o comando da entidade para “pacificar”.

Na última terça (24) o Conselho de Ética da CBF rejeitou a denúncia de assédio que pesava contra Caboclo e sugeriu o afastamento do comando da entidade por 15 meses, mas essa pena pode ser suspensa nas próximas semanas se a assembleia geral votar por sua restituição ao cargo. O parecer da comissão diz respeito à primeira denúncia. No total, três mulheres afirmam ter sido assediadas por Caboclo. Duas delas fizeram denúncias formais, e uma terceira não o fez, mas declarou ao Ministério Público que sofreu assédio do dirigente.

Os presidentes das federações estaduais ficaram irritados com o parecer da Comissão de Ética, que recomendou a suspensão de Caboclo por 15 meses. Se a pena sugerida for mantida na Assembleia Geral, o presidente afastado voltará à confederação em setembro de 2022, antes do fim do seu mandato, previsto para abril de 2023.

A revolta é tão grande que os presidentes das federações cogitam até absolver Caboclo na assembleia, o que faria com que ele voltasse imediatamente à presidência da CBF. Segundo esses dirigentes, se o parecer da Comissão de Ética dá ao presidente a chance de retornar ao cargo, é melhor que ele volte logo.

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