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A história de Brasil e Rússia no vôlei feminino tem dois jogos que entraram para a história dos Jogos neste século, com viradas espetaculares e uma vitória para cada lado – as russas levaram a melhor em Atenas-2004, as brasileiras venceram em Londres-2012. Neste de hoje, pelas quartas de final das Olimpíadas de Tóquio, deu Brasil: 3 sets a 1, com parciais de 23-25, 25-21, 25-19, 25-22).

O jogo começou nervoso para a seleção brasileira e o Comitê Olímpico Russo abriu rapidamente 4 a 0 no placar. Só então o Brasil conseguiu movimentar o placar pela primeira vez, com Tandara, e equilibrar o jogo.

As defesas se destacam dos dois lados e a líbero Camila Brait se destaca do lado brasileiro. O ataque russo começa muito forte, Nos contra-ataques, a diferença diminui para um ponto, 12 a 11. As brasileiras encostam, mas o empate não vem e o Comitê Olímpico Russo volta a abrir quatro pontos, 17 a 13. Essa será a tônica de todo o primeiro set.

A essa altura, a levantadora Roberta procura bastante Fernanda Garay, atacante com o melhor aproveitamento nas Olimpíadas, e Gabi, ponteira que também tem figurado com destaque entre as pontuadoras, chama bastante o jogo. Mas a bola não cai facilmente.

Macris, levantadora titular que se recupera de lesão no tornozelo, vem pro jogo, iniciando um revezamento com Roberta. A ideia é manter a rede alta para buscar mais altura no bloqueio, com a central Carol marcando três pontos no fundamento. E também é preciso dar ritmo para Macris, que era até a lesão peça fundamental da boa campanha brasileira nas Olimpíadas. Está claro que José Roberto Guimarães precisa dela em quadra.

Com Macris, o Brasil melhorou, chegou, mas não foi suficiente para virar. As russas fecham o primeiro set em 25 a 23.

Nervosismo troca de lado

A segunda parcial começa com o Comitê Olímpico Russo fazendo de novo o primeiro ponto, mas dessa vez elas não conseguem abrir vantagem. As duas seleções trocam pontos e, no 3 a 2, pela primeira vez as brasileiras estão na frente do placar, o que se repete no 4 a 3. O técnico russo percebe o momento bom das adversárias e para o jogo.

A estratégia funciona e elas viram a partida para 7 a 3, voltando à liderar o placar, abrindo uma vantagem confortável que chega a 6 pontos, 15 a 9 no placar. Fernanda Garay, Tandara e Gabi são as mais acionadas, mas as brasileiras têm muita dificuldade de colocar a bola no chão – a líbero russa Podkopaeva se destaca com grandes defesas.

É quando Carol, que já havia se destacado no bloqueio no fim do primeiro set, aparece de novo no fundamento. A diferença cai para um ponto. A essa altura, ela é a principal pontuadora do Brasil, com 4 pontos no bloqueio e 5 no ataque. O jogo segue nervoso para as brasileiras, que chegam, empatam em 17 a 17 e passam à frente com Carol Gattaz.

Neste momento, o nervosismo parece passar para o outro lado. A diferença se mantém até o final e as brasileiras fecham a parcial em 25 a 21, em contra-ataque convertido por Gabi, que cresce na partida – era o 10º ponto dela no jogo.

Brasil vira para 2 sets a 1

O terceiro set começa novamente com as russas marcando o primeiro ponto, mas agora o jogo é outro e Macris foi fundamental para a mudança.

Com a levantadora em quadra, a central Carol Gattaz, por exemplo, que não tinha aparecido muito, aparece com destaque no jogo – no 9 a 7, ela já tem 5 pontos no ataque, 1 no bloqueio e 2 pontos marcados no saque.

As brasileiras conseguem abrir uma vantagem que chega a 5 pontos. É a vez das russas encostarem. A partida é novamente equilibrada até o 18-17, vantagem de um ponto para o Brasil, mas, a partir daí, as russas não conseguem mais encostar e o Brasil fecha a parcial em 25 a 19.

Macris é o nome do jogo

As brasileiras voltam tranquilas no quarto set — são as russas que precisam ganhar para não serem eliminadas dos Jogos de Tóquio. O set começa novamente equilibrado, mas o Brasil se mantém à frente e parece encaminhar a vitória.

Já faz tempo, porém, que os jogos entre brasileiras e russas no vôlei feminino são marcados por recuperações incríveis e, no 15-14 para as brasileiras, é a vez do Comitê Olímpico Russo encostar e assumir a liderança do placar. Elas abrem dois pontos, mas estar atrás do placar não desespera o Brasil, que mantém a concentração e não deixa o Comitê Olímpico Russo abrir.

A levantadora Macris se impõe como grande nome da partida. É dela, no saque, o ponto que devolve a vantagem ao Brasil, 20 a 19.

Rosamaria foi fundamental

Além da distribuição de bolas, Macris é uma das grandes líderes do time em quadra. A distribuição de jogo dela mostra todo o volume do jogo ofensivo brasileiro, grande destaque da equipe nas Olimpíadas.

Garay e Gabi, as ponteiras que geralmente aparecem como as bolas de segurança do Brasil, dividem o protagonismo na pontuação com as centrais Carol, Carol Gattaz. Do lado russo, Fedorovtseva e Voronkova têm, respectivamente, impressionantes 20 e 18 pontos. As opções de Macris são mais variadas e essa é a diferença no jogo.

Rosamaria, que veio muito bem do banco no segundo set, começou a terceira parcial no sexteto titular e seguiu no jogo até o final e, ao lado de Macris, foi uma das grandes responsáveis pela mudança no jogo e a virada brasileira. Ela terminou o jogo com 16 pontos, apenas dois a menos que Gabi, maior pontuadora brasileira nas quartas de final. A quarta parcial fechou em 25-22.

As brasileiras estão na semifinal, as russas se despedem de Tóquio.

Fonte: CNN

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