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O Brasil ultrapassou a marca de 10GW (gigawatts) de potencia instalada em energia solar e conquistou a 14° posição na lista de países com maior capacidade de produção deste recurso. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica- ABSOLAR acredita que esse crescimento é fruto dos investimentos no setor.

Os investimentos em geração de energia solar desde 2012 já são superiores a R$52,7 Trilhões e a expectativa é que esse valor seja cada vez maior com a aprovação do Marco de Geração Distribuída. O projeto foi aprovado no dia 18 de agosto na câmara dos deputados e aguarda votação no senado. Esse marco garante benefícios aos atuais produtores e àqueles que registrarem a atividade até 12 meses depois da publicação da lei. Eles terão desconto no uso de tarifas da rede de distribuição de energia até 2045.

A Associação Brasileira de Geração Distribuída- ABGD estima que o projeto vá levar à instalação de mais 10 GW nos próximos 2 anos.

O marco ainda oferece incentivos para a instalação de painéis em unidades consumidoras de baixa renda. Em julho deste ano, a produção de energia solar registrou 2 recordes: Geração instantânea com pico de 2.211MW em 19 de julho e geração media em um da, com 682 MW médios no dia 30 de julho.

A energia solar é ima solução para a falta de chuvas que tem esvaziado os reservatórios das hidrelétricas obrigando o acionamento de termelétricas, que são mais caras e poluentes e que acaba acionando as bandeiras amarelas e vermelhas nas contas de luz dos usuários. Segundo o Presidente da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia: “ Graças à versatilidade da tecnologia solar, basta um dia de instalação para transformar uma residência ou empresa em uma pequena usina geradora de eletricidade limpa, renovável e acessível.”

O modelo atual, contudo, é criticado por repassar aos consumidores mais pobres, que não tem condições de investir em energia solar, o custo com a manutenção e uso do sistema, já que quem os utiliza recebe incentivos. Em 2019, a ANEEL, abriu consulta pública para revisar a norma, mas houve resistência dos que consideram que retirar os incentivos seria “taxar o sol”. O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) foi um dos que endossaram a crítica e ameaçou demitir os servidores que tratassem do assunto. “Sobre a energia solar, eu que estava pagando o pato e eu decidi: Ninguém mais conversa, eu que sou o presidente. Se alguém conversar eu demito, cartão vermelho.” Disse o Presidente em Janeiro de 2020, quando o congresso nacional analisava a norma.

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