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A 3ª fase de implementação do Open Banking no Brasil tem início nesta sexta-feira (29). A principal mudança é a possibilidade de fazer um pagamento via Pix sem que seja necessário usar o aplicativo do banco em que possui conta.

Na prática, o consumidor poderá abrir um aplicativo de mensagens instantâneas ou de serviços de entrega, por exemplo, e transferir valores por Pix de uma conta para a outra sem precisar sair da interface do app.

Ao pedir comida, por exemplo, a pessoa poderá pagar pela refeição via Pix pelo próprio aplicativo, sem precisar utilizar a opção copia e cola e entrar no app do banco para fazer a transferência.

“É o primeiro encontro do Open Banking com o Pix”, afirma Gustavo Bresler, gerente de estratégia da Quanto, plataforma que atua com tecnologia para Open Banking. “Começamos a trabalhar não somente a conexão de dados, mas também a conexão de produtos financeiros”, diz.

“As possibilidades de uso são infinitas, e isso nos deixa muito animados porque a vida do brasileiro vai melhorar bastante com esse acesso facilitado aos produtos financeiros e a inclusão deles nas coisas que já fazemos no dia a dia”, afirma Bresler.

Para que o usuário consiga fazer esse pagamento por Pix sem sair do aplicativo, é preciso que a empresa responsável pelo app tenha feito essa solicitação ao Banco Central.

Funcionamento por etapas

A 3ª fase do Open Banking funcionará em etapas, com o intuito de testar gradualmente a segurança e a adesão das novas ferramentas.

A partir desta sexta-feira (29) tem início a fase para pagamentos via Pix diretamente nas plataformas.

Importante lembrar que para o usuário acessar essa funcionalidade na sua plataforma já no dia 29, é preciso que a empresa requerida tenha feito pedido para ser iniciador de pagamento e utilizar a ferramenta ao Banco Central.

Em 15 de fevereiro de 2022 a possibilidade de transferência direta começa a valer para pagamentos com TED e transferência entre contas na mesma instituição.

Em 30 de junho de 2022 passa a funcionar para pagamentos de boletos.

E, em 30 de setembro de 2022, terá início para pagamentos com débito em conta.

Encaminhamento de proposta de crédito

Outra novidade da 3ª fase do Open Banking é o encaminhamento de proposta de crédito. Se o consumidor autorizar as instituições financeiras a terem acesso a seus dados, elas poderão enviar propostas.

Isso fará com que os usuários possuam um aumento considerável de oferta de crédito, afirma Rodrigoh Henriques, líder de inovações financeiras da Fenasbac (Federação Nacional das Associações de Servidores do Banco Central).

“Antes, a pessoa batia de porta em porta pedindo financiamento. Agora, isso vai se inverter. Com o histórico do consumidor em mãos, as instituições financeiras que vão procurar o indivíduo e oferecer as melhores ofertas disponíveis”, afirma.

“O indivíduo receberá indicações de uma gama de empresas para compartilhar seu histórico e seus dados e, assim, receber as melhores ofertas possíveis sem precisar ter que procurar individualmente os bancos para conseguir um financiamento”, diz o economista.

Esta etapa da 3ª fase do Open Banking só começa a valer em 30 de março de 2022.

Fases anteriores

As fases 1 e 2 tiveram foco na conexão de dados, permitindo aos usuários a portabilidade de suas informações cadastrais de uma instituição financeira para outra sem precisar fazer um novo cadastro ou abrir uma nova conta.

Dessa forma, as instituições financeiras conseguem armazenar os dados dos usuários e acessar seu histórico de outro banco, por exemplo.

As informações só podem ser compartilhadas entre as entidades com o consentimento do usuário.

Fases adiadas

Inicialmente, a 3ª fase do Open Banking estava prevista começar no final de agosto.

Na época, o BC informou que o adiamento decorria da necessidade de ajustes nas especificações técnicas.

A 2ª fase também havia sido adiada. Prevista para entrar em vigor em 15 de julho, a etapa só começou a valer em 13 de agosto.

Próximos passos

A 4ª fase é a última etapa do Open Banking e busca ampliar mais as conexões de dados. Nela, será possível que o compartilhamento de informações viabilize novos empreendimentos, como seguradoras, corretoras e outras empresas que possam fornecer ofertas de seus serviços por meio do histórico e do perfil do indivíduo.

Em resumo, deixará de ser uma questão bancária para ser ampliada a tudo que envolva as finanças dos usuários.

Por conta disso, o nome “Open Banking” já começou a ser discutido internamente, pois alguns especialistas acreditam que o mais adequado seria chamá-lo de “Open Finance”.

“A fase 4 será a ampliação de todo o programa. Traz outros tipos de dados para o ‘open’ (aberto). A partir desse ponto, teremos o direito de compartilhar nossos dados de maneira fácil e com quem quiser, sem precisar levar comprovante e diversos tipos de documentos para se relacionar com uma instituição apenas”, explica Rodrigoh Henriques.

Fonte: CNN

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